O GREENSTONEBELTDO RIO ITAPICURU: UMA BACIA DO TIPO BACK-ARC FÓSSIL

MARIA G. SILVA

Resumo


Com base na integração dos dados geoquímicos, metamórficos e estruturais, propõe-se um modelo de evolução geotectônica para o Greenstone Belt do Rio Itapicuru (Bahia). As rochas basálticas apresentam feições compatíveis com toleftos de fundo oceânico (OFB), com características transicionais entre MORB e IAT. As lavas e piroclásticas andesíticas a dacíticas são de filiação cálcio-alcalina, com características geoquímicas e isotópicas compatíveis às de andesitos dos modernos ambientes de margens continentais ativas. Os granitóides sintectônicos são geoquimicamente similares aos vulcanites félsicos e intermediários. Toda a seqüência foi afetada por um evento metamórfico de natureza dinamotermal, resultante do fechamento da bacia e da colocação dos domos granitognáissicos. O fechamento da bacia é responsável também pelo padrão de deformação sinformal da seqüência, de zonas contínuas de cisalhamento paralelas ao eixo maior da sinforme e de pequenas estruturas de cavalgamento. O grau metamórfico varia da fácies anfibolito, nas bordas da seqüência, à fácies xisto verde, no centro. Estudos geocronológicos apontam para uma idade proterozóica inferior (Transamazônica) para o terreno granito-greenstone e uma idade arqueana para os terrenos migmatito-gnáissicos circundantes. As características gerais dão suporte à interpretação de que os terrenos granito-greenstone do Rio Itapicuru tenham sido gerados num ambiente similar às modernas bacias de back-arc, resultantes de uma tectônica de colisão-subducção.

Palavras-chave


Greenstone belt; Seqüência vulcanossedimentar; Bacia de back-arc; Craton do São Francisco; Bahia; Brasil; Proterozóico Inferior; Toleítos; Cálcio-alcalinas; Margens continentais ativas, turbiditos; Granitos; Komatiítos.

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