CARACTERIZAÇÃO MINERALÓGICA E QUÍMICA DAS BAUXITAS DE NAZARÉ PAULISTA (SÃO PAULO)

MARIA L. M. C. SILVA, SÔNIA M. B. OLIVEIRA

Resumo


A atuação do intemperismo sobre os anfibolitos da Seqüência Metabásica da Serra do Itaberaba desenvolveu, em regiões de topo e meia encosta, uma cobertura bauxítica objeto deste trabalho. Cinco poços foram abertos em uma toposseqüência localizada na maior destas ocorrências, o Morro da Pedra Preta, e nas proximidades. Além de amostras de rocha fresca com e sem córtex de alteração coletadas em afloramentos, os poços forneceram amostras de dois tipos de alteritas, bauxitas e argilas. Estudos de seções delgadas e difratometria de raios X permitiram identificar a presença de gibbsita, goethita, caulinita e quartzo nas alteritas, e suas relações com os minerais primários (hornblenda, plagioclásio, quartzo, opacos) ao mesmo tempo em que evidenciaram, principalmente nas bauxitas, uma conservação das texturas da rocha-mãe, constituindo perfis isalteríticos e permitindo a conclusão de que o processo de bauxitização foi direto. O tratamento estatístico dos dados de análises químicas de elementos maiores e traços e o balanço geoquímico isovolumétrico efetuado mostraram as diferentes tendências dos elementos durante o processo de laterização. Constata-se que a bauxitização acarretou uma perda em Fe, Si, Ca, K, Mg, Mn, P, B, Ba, Be, Cu, La, Li, Mo, Sr, Sn, V, Y, Zn e Zr e enriquecimento em Al, Pb, Co e Cr. As terras raras, com exceção do Ce, são, em geral, lixiviadas nos produtos de alteração.


Palavras-chave


Bauxita; ETR no intemperismo; Geoquímica do intemperismo.

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