O CINTURÃO METAVULCANOSSEDIMENTAR BRUSQUE E A EVOLUÇÃO POLICÍCLICA DAS FAIXAS DOBRADAS PROTEROZÓICAS NO SUL DO BRASIL: UMA REVISÃO

LUIZ C. SILVA

Resumo


Datações isotópicas Sm-Nd, Pb-Pb e U-Pb, recentemente obtidas em metassedimentos e em granites relacionados ao Complexo Brusque, confirmam uma cronologia de campo, baseada em levantamentos geológicos em escala regional, que permitiram a antecipação em quase uma década da hoje reconhecida evolução policíclica dos terrenos proterozóicos do sul do país. Uma revisão dos principais argumentos de campo e petrológicos que conduziram a esse posicionamento é apresentada. Os principais aspectos enfatizados foram o reconhecimento de dois ciclos de extensão crustal e rifteamento ensiálico associado a 1. sedimentação marinha e vulcanismo submarino máfico-ultramáfíco, com possível geração e consumo de assoalho oceânico (Complexo Brusque) e 2. sedimentação continental e marinha (deltaica), vulcanismo máfico-intermediário e félsico-alcalino subaéreo, plutonismo granítico do tipo "A" (Bacias Itajaí - Campo Alegre). A época de desenvolvimento da primeira fase (Brusque), na ausência de detalhamento isotópico adequado, foi inferida - por evidências circunstanciais - no intervalo Proterozóico Inferior a Médio. A fase mais recente (Itajaí - Campo Alegre) tem amplo registro isotópico no intervalo Proterozóico Superior-Eopaleozóico. Dessa forma, a evolução do Complexo Brusque parece favorecer mecanismos de subducção similares ao tipo "B", induzida pela primeira fase de fragmentação crustal proterozóica. Finalmente, são reavaliadas as tentativas de estabelecer correlações diretas do Complexo Brusque com alguns cinturões brasilianos do Bloco Paraná e de outras regiões, especialmente com o cinturão pan-africano do Damara ocidental.

Palavras-chave


Complexo Brusque; Xistos máficos; Metabasaltos variolíticos; Turmalinitos estratabound; Exalitos; Cinturão Damara.

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