CLASSIFICAÇÃO ALOESTRATIGRÁFICA DO QUATERNÁRIO SUPERIOR NA REGIÃO DE BANANAL (SP/RJ)

JOSILDA R.S. MOURA, CLÁUDIO L. MELLO

Resumo


Uma análise estratigráfica detalhada, como tentativa para a adoção de unidades aloestratigráfícas, permitiu a ordenação dos depósitos neoquaternários encontrados na região de Bananal (SP/RJ), a partir da identificação de descontinuidades regionais, cuja caracterização, indispensável ao entendimento da dinâmica evolutiva, baseia-se em argumentos estratigráfícos e geomorfológicos. Os primeiros registros da sedimentação quaternária reconhecidos regionalmente correpondem a depósitos coluviais, reunidos sob as denominações Aloformação Santa Vitória e Rio do Bananal, esta última preservando um paleo-horizonte A, datado em aproximadamente 10.000 anos (limite Pleistoceno/Holoceno). A sedimentação holocênica é inicialmente registrada nos depósitos argilosos, orgânicos, de origem flúvio-lacustre, da Aloformação Rio das Três Barras, datados em aproximadamente 9.500 anos. É documentada, a seguir, uma nova fase de coluviação (Aloformação Cotiara) e uma seqüência arenosa de origem fluvial (Aloformação Rialto). Em nítida discordância erosiva sobre as unidades subjacentes, a Aloformação Manso engloba depósitos sedimentologicamente bastante diversos, apresentando três associações de fácies (Campinho, Quebra-Canto e Fazendinha) interdigitadas. A seqüência de eventos registra, a seguir, intercalação entre depósitos coluviais (Aloformações Piracema e Carrapato), responsáveis pelo reafeiçoamento recente da paisagem, e fluviais (Aloformação Resgate), testemunhos de uma nova fase de agradação fluvial. Os depósitos identificados representam eventos alternados e/ou contemporâneos da dinâmica integrada das encostas e fluxos canalizados, que provavelmente transcendem a região de Bananal (SP/RJ).

Palavras-chave


Quaternário; Evolução geomorfológica; Aloestratigrafia; Depósitos de encosta; Depósitos aluviais; Descontinuidades.

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