PREVISÃO DO CONSUMO DE ALUMÍNIO PRIMÁRIO NO BRASIL POR MEIO DE MODELOS DE INTENSIDADE DE USO

SAUL B. SUSLICK

Resumo


Neste trabalho são apresentadas novas técnicas de previsão da demanda mineral de longo prazo aplicadas na projeção do consumo de alumínio primário no Brasil para o ano 2000. Os métodos propostos foram definidos utilizando-se o conceito da intensidade de uso (razão do consumo mineral por unidade de PIB). Como critério de avaliação, foram utilizados exatidão, custo, grau de complexidade, sensibilidade às mudanças tecnológicas e substituição e requisitos básicos (disponibilidade de séries históricas, tempo de desenvolvimento, manipulação e uso por indivíduos não familiarizados com técnicas quantitativas da industria mineral). Pode-se concluir que não existe uma técnica que isoladamente contemple todos os requisitos mencionados para a previsão mineral. Os modelos de projeções vetoriais (coeficientes temporais) e conhecimento (learning systems) forneceram bons ajustes para o período-teste (1981-1987), por incorporar variáveis como preço do metal, preço do metal-substituto, mudança tecnológica e demais parâmetros da demanda mineral. O consumo de alumínio no ano 2.000 foi estimado entre 800.000 e 1.300.000 toneladas, correspondendo estes limites a taxas anuais de crescimento do PIB de 3,6% e 6,1% respectivamente, que são abrangidos pelo modelo translog.

Palavras-chave


Intensidade de uso; Consumo mineral; Métodos de previsão.

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