FORMAÇÃO METAMÓRFICA DE CORONAS EM ROCHAS DOS COMPLEXOS MÁFICO-ULTRAMÁFICOS DE MANGABAL l E II, GOIÁS

MARIA A.F. CANDIA, RAINER A. SCHULTZ-GÜTLLER, JOSÉ C. GASPAR

Resumo


Neste trabalho são investigadas as coronas constituídas por ortopiroxênio, anfíbólio pargasítico e espinélio que se desenvolvem entre olivina e plagioclásio, em metaperidotitos, metaharzburgitos e metaolivina gabronoritos dos complexos máfico-ultramáficps de Mangabal I e II, em Goiás. As evidências geológicas, petrográficas, texturais e químico/mineralógicas indicam que a formação das coronas é contemporânea e relacionada a um evento térmico individualizado no tempo que afetou as rochas dos complexos, marcando reequilíbrios metamórficos de alto grau. A presença de rochas com coronas em diferentes estágios de evolução, coexistentes com rochas portadoras de paragêneses mais hidratadas (associações com clorita, ortopiroxênio, anfibólio), é interpretada como decorrente de variações na fase fluida quando dos reequilíbrios mineralógicos, todos estabelecidos sob as mesmas condições de temperatura e pressão. A elaboração termodinâmica (cálculos termoquímicos) para sistema fechado e as isócoras de CO2, determinadas a partir de dados de inclusões fluidas, fornecem condições de temperatura de 750°C e 6 a 7 kbar de pressão total para o metamorfismo que atuou na área.

Palavras-chave


Coronas; Complexos máfíco-ultramáficos; Processos metamórficos; Fase fluida.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.