MINERAL CHEMISTRY AND PETROGRAPHY OF PASSIVE-MARGIN BASALT, SOUTHEASTERN BRAZIL

R. V. FODOR, S. K. VETTER

Resumo


Notável diversidade geoquímica é mostrada pelas rochas basálticas Jurassícas-Cretácicas da margem continental (borda e plataforma) do SE brasileiro, com reflexos na mineralogia e textura das rochas. Identificam-se algumas características significativas. (1) Alguns basaltos pobres em K (equivalentes aos basaltos de cadeias meso-oceânicas, MORB, tipos normal N e transicional T) mostram texturas intergranulares e subofíticas (compatíveis com colocação hipoabissal), enquanto que as rochas comparáveis geoquímicamente aos derrames basálticos continentais intrabacia ("continental flood basalts", CFB), com teores altos de K e de Terras Raras leves, exibem texturas granulares e hialofíticas, com fenocristais de plagioclásio e piroxênio, identificando possíveis ambientes subáreos e subaquosos de deposição, colocando-se sobre crosta continental em processo de "rífting". (2) Como característica diagnóstica, basaltos pobres em K tem plagioclásio pobre em Or (An60Or0,8), enquanto que os aparentados aos CFB mostram plagioclásio com An60Or2. (3) Em alguns basaltos, mostra-se incremento no teor total de K2O em mais de 1%, por provável alteração por água do mar. (4) As composições da augita refletem a composição da rocha total; o teor de ferrossilita correlacioná-se com FeO*/MgO da rocha, enquanto que o conteúdo de Ti e Al da augita permite diferenciar os tipos basálticos N (MORB) dos CFB. Textura e mineralogia confirmam a observação (Fodor & Vetter 1985) de que a passagem química de CFB para os tipos N (MORB) identifica paralelamente a transição entre magmatísmo continental para oceânico, ao longo da margem continental do SE brasileiro.

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