TRANSLATION DE L'AFRIQUE PAR RAPPORT À L´AMÉRIQUE D'APRES L'ETUDE DE LA MIGRATION DES BASSINS SEDIMENTAIRES

HUGHES FAURE

Resumo


Durante o afastamento do Brasil e da Africa, a placa tectônica que constitui o escudo africano foi animada por uma ondulação epirogênica. A evolução paleogeográfica das grandes bacias sedimentares assim como a historia das dorsais permitem reconstituir essa ondulação que, para a África, apresenta uma amplitude vertical de 103 a 04 metros, um comprimento de onda de 105 a 2.106 metros e um período de 107 a 108 anos. Essa ondulação da litosfera é verdadeiramente o reflexo de soerguimentos e de depressões afetando a astenosfera ou o manto superior. A onda poderia ser a consequência de movimentos verticais do manto. Ela pode igualmente figurar a passagem de uma onda interna cuja propagação horizontal provocaria os deslocamentos verticais. Enfim, uma translação horizontal relativa da litosfera flexível sobre um manto acidentado por relevos produziria a mesma ondulação. Para o bloco africano, o sentido e a velocidade horizontal de propagação ou de translação (0,1 a 10 cm/ano), calculados a partir da observação geológica das migrações de algumas bacias sedimentares, concordam com o sentido e a velocidade possíveis do deslocamento relativo da placa africana dados pela velocidade de expansão do fundo do oceano Atlântico na teoria das placas tectônicas. Seria interessante pesquisar se as migrações das bacias sedimentares do Brasil conduzem a resultados da mesma ordem.

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