Geobotânica por sensoriamento remoto e aerogamaespectrometria aplicados ao mapeamento geológico da Amazônia: um estudo comparativo no vale do Guaporé (MT)

Mônica Mazzini Perrotta, Teodoro Isnard Ribeiro de Almeida, João Batista Freitas de Andrade, Carlos Roberto de Souza Filho, Gilmar José Rizzotto, Mauricio Guerreiro Martinho dos Santos

Resumo


Em áreas de floresta tropical métodos indiretos de mapeamento baseados em sensoriamento remoto e em geofísica aeroportada são necessários para substanciar e expandir as informações geológicas de campo. A aerogamaespectrometria informa da radiação gama emitida pelas rochas e solos. As imagens de sensoriamento remoto óptico informam do comportamento espectral da vegetação, função da constituição química das folhas componentes do dossel da floresta e de sua arquitetura. O objetivo desse estudo é avaliar a correlação das variações da cobertura vegetal com a variação litológica em áreas na Amazônia brasileira através de dados do sensor multiespectral ASTER e dados gamaespectrométricos. Técnicas de processamento digital, visando o realce espectral de diferentes compostos foliares, e sua generalização através de filtro de convolução passabaixas, foram aplicados aos dados multiespectrais. Os dados gamaespectrométricos, após pré-processamento padrão, foram convertidos em imagens dos canais eU, eTh, K, distribuição ternária K-U-Th e razões. A comparação entre as imagens de sensoriamento remoto óptico e de gamaespectrometria mostrou uma importante correlação, em que pese as diferentes origens do sinal e dos comprimentos de onda envolvidos. Como a origem da radiação gama necessariamente é mineral demonstra-se tanto a importância da informação geológica presente no dossel florestal como a eficiência na estratégia de processamento digital utilizada.

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