As rochas vulcânicas mesozóicas ácidas da Bacia do Paraná: litoestratigrafia e considerações geoquímico-estratigráficas

Antonio José Ranalli Nardy, Fábio Braz Machado, Marcos Aurélio Farias de Oliveira

Resumo


As rochas vulcânicas ácidas mesozóicas da Bacia do Paraná recobrem uma área de 64.000 km² e representam 2,5% do volume total da Formação Serra Geral. São caracterizadas por dois grupos petrograficamente distintos denominados de Palmas (afíricos) e Chapecó (porfiríticos), sendo o primeiro grupo majoritário, representando 2% do volume total, enquanto o segundo apenas 0,5%. É possível observar as relações de contato entre eles apenas em algumas regiões no sul do Estado do Paraná, sendo que o tipo Chapecó sobrepõe o Palmas. Do ponto de vista litogeoquímico, as rochas do tipo Chapecó são mais enriquecidas em Ba, Nb, La, Ce, Zr, P. Nd, Y, Yb, Lu e K e empobrecidas em Rb, Th e U em comparação com as do tipo Palmas. O forte enriquecimento de alguns elementos traços (e.g. Nb=2,58) aponta para fontes magmáticas distintas, e de processos de contaminação crustal evidenciados pelas relações Rb/Ba (de 0,27 a 0,31 para as do tipo Palmas e de 0,09 a 0,11 para as do tipo Chapecó). Esses dados permitem reconhecer cinco subgrupos distintos de rochas do tipo Palmas, denominados de Santa Maria, Caxias do Sul, Anita Garibaldi (Peate el al., 1997), Clevelândia e Jacuí e outros três subgrupos de rochas do tipo Chapecó, denominados de Ourinhos, Guarapuava (Peate el al., 1997) e Tamarana, que parecem estar fortemente condicionadas às suas distribuições espaciais. As diferentes seções colunares dessas rochas parecem indicar que os vários tipos e subtipos de rochas vulcânicas ácidas correspondem a diferentes magmas-tipo e a unidades estratigráficas diacrônicas.

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