Caracterização tecnológica das zeólitas naturais associadas às rochas eruptivas da Formação Serra Geral, na região de Piraju-Ourinhos (SP)

Mirian Chieko Shinzato, Tarcísio José Montanheiro, Valdecir de Assis Janasi, Francisco de Assis Negri, Jorge Kazuo Yamamoto, Sandra Andrade

Resumo


Ocorrências de zeólitas associadas às rochas eruptivas da Formação Serra Geral são encontradas na região de Piraju-Ourinhos (SP). Considerando a importância das propriedades tecnológicas desses minerais, como na retenção de contaminantes em solos e águas, foram caracterizados dois tipos de amostras: o dacito (ZD) e as zeólitas que preenchem suas amígdalas (ZP). Foram determinadas a composição química e mineralógica, a superfície específica, a micromorfologia e a capacidade de troca catiônica (CTC). A caracterização mineralógica de ZP revelou presença de mordenita, e na amostra de dacito amigdaloidal (ZD): mordenita, quartzo, sanidina e plagioclásio sódico. A fórmula química obtida para a mordenita foi: Na0,33 K1,4 Ca0,82 Ba0,12 Sr0,03 [Al4 Si20,1O48].11,38 H2O, e a relação Si/Al igual a 5,02 - valor típico de mordenitas de simetria ortorrômbica do tipo Cmcm. Valores de superfícies específicas revelaram que a área interna - onde grande parte da troca iônica ocorre - corresponde a 93,70% da superfície total em ZP e 89,83% em ZD. A imagem da mordenita em microscópio eletrônico de varredura revelou agregados de fibras alongadas e claras. Valores de CTC determinados para a mordenita e o dacito amigdaloidal foram, respectivamente, iguais a 1,2 e 0,1 meq/g. Comparando a CTC teórica da mordenita (obtida pela fórmula química) que é de 2,2 meq/g, com os valores experimentais, observa-se que a sua troca iônica foi incompleta, provavelmente pelo fato do cátion trocador (K+) ocupar canais que dificultam seu deslocamento. Verifica-se, portanto, que o arranjo estrutural da zeólita controla e limita sua propriedade de troca catiônica

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