Análise temporal das áreas susceptíveis a escorregamentos rasos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) a partir de dados pluviométricos

Renato Fontes Guimarães, Roberto Arnaldo Trancoso Gomes, Osmar Abílio de Carvalho Júnior, Éder de Souza Martins, Sandro Nunes de Oliveira, Nelson Ferreira Fernandes

Resumo


O modelamento matemático vem sendo cada vez mais utilizado para preconizar eventos que ocorrem na natureza. Esta ferramenta possibilita desenvolver modelos baseados em dados físicos que reproduzem a dinâmica dos fenômenos naturais, permitindo um maior controle sobre eles, e até mesmo a previsão espacial e temporal de suas ocorrências. Dentre os diversos modelos existentes, destaca-se o SHALSTAB, que já foi amplamente testado em diversas áreas de clima temperado e também em várias regiões no Brasil, principalmente, ao longo da Serra do Mar. Este modelo de previsão de ocorrência a escorregamentos rasos foi aplicado no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) utilizando dados de pluviosidade média mensal com intuito de se identificar na paisagem a variabilidade espacial dos locais susceptíveis a escorregamentos rasos e ao longo do ano. A metodologia é dividida nas seguintes etapas: a) Elaboração do modelo digital de terreno (MDT) e seus mapas derivados, como declividade e área de contribuição, b) Aplicação do modelo SHALSTAB considerando os diversos eventos de chuva ao longo do ano e c) Quantificação das áreas susceptíveis a escorregamentos para cada evento de chuva ocorrido. Os resultados do modelo indicaram a dinâmica dos locais que apresentam instabilidade devido a sazonalidade da intensidade de chuvas. A aplicação do modelo levando-se em conta os maiores eventos de chuva mensais poderá ser utilizada como instrumento de controle da visitação do parque porque permite identificar os meses de maior risco aos visitantes

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