Petrografia e textura do pluton granitoide pós-colisional Serra da Macambira, Neoproterozoico da Província Borborema (Nordeste do Brasil)

Dalton Rosemberg Valentim da Silva, Zorano Sérgio de Souza

Resumo


O pluton Serra da Macambira faz parte do extenso magmatismo neoproterozoico que marca o final da orogênese Brasiliana/Pan-Africana na Província Borborema, sendo, aqui, objeto de caracterização geológica, petrográfica e textural. Está localizado no Estado do Rio Grande do Norte, encaixado em ortognaisses paleoproterozoicos (Complexo Caicó) e metassupracrustais neoproterozoicas (Grupo Seridó), na porção setentrional da Província Borborema, Nordeste do Brasil. As rochas que o compõem foram classificadas na seguinte sequência: enclaves de quartzo monzonito e biotita tonalito; monzogranitos porfiríticos; granitos equigranulares; diques tardios de granitos, microgranitos, pegmatitos, granófiros e aplitos. Relações de campo mostram que os granitos porfiríticos e enclaves microgranulares quartzo monzoníticos representam coexistência de magmas granítico e diorítico ou gabróide, ambos precoces em relação ao granito equigranular. A biotita é o máfico predominante nas rochas de todo o pluton. Sua cristalização em estágio magmático precoce, juntamente com hornblenda, indica que os magmas progenitores eram subsaturados em água (conteúdos iniciais entre 2 e 4%). A zonação composicional no plagioclásio pode refletir o predomínio da cristalização fracionada, porém não se pode descartar a influência de processos de mistura de magma na composição do líquido. Diques ácidos tardios apresentam texturas granofírica e aplítica, caracterizando cristalização em condições hipabissais ou súbita perda de voláteis. Texturas ígneas preservadas, ausência ou fraca atuação de eventos tectônicos, associação de enclaves microgranulares intermediários a máficos e a consistência das amostras com o trend da série magmática monzonítica e/ou cálcio-alcalina de alto K em diagramas de composição modal são encontradas em complexos magmáticos pós-colisionais a pós-orogênicos descritos na literatura.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000400005

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