Variações composicionais de olivinas do complexo alcalino-carbonatítico de Salitre, MG

Elisa Soares Rocha Barbosa, José Affonso Brod, Pedro Filipe de Oliveira Cordeiro, Tereza Cristina Junqueira-Brod

Resumo


O complexo alcalino-carbonatítico-foscorítico de Salitre, pertencente à Província Ígnea do Alto Paranaíba, consiste de três intrusões. Salitre I é composto por bebedouritos, com diques anelares de carbonatitos e foscoritos; Salitre II e III são intrusões menores, dominadas por bebedouritos, e localizadas a norte e a sul de Salitre I, respectivamente. Em Salitre, a olivina ocorre em bebedouritos, foscoritos e carbonatitos, e apresenta teores de forsterita entre 83 e 98%. Rochas menos evoluídas (bebedouritos) contêm olivina com menores teores de forsterita do que rochas mais evoluídas (foscoritos e carbonatitos), sendo que olivinas de carbonatitos são as mais magnesianas do conjunto. Em bebedouritos, a variação no teor de forsterita está relacionada à cristalização fracionada, enquanto nos foscoritos o teor de forsterita aumenta com a diminuição do MgO na rocha e nos carbonatitos diminui com a diminuição do MgO na rocha. Variações nas quantidades de MnO e CaO podem ocorrer nas olivinas de Salitre, e os controles de sua distribuição ainda não são claros. Por vezes, sugerem variações localizadas na concentração desses elementos no magma em vez de um controle cristaloquímico específico da olivina. Discrepâncias nos teores de NiO entre olivinas da série bebedourítica e olivinas de foscoritos e carbonatitos podem estar associadas à remoção de Ni do sistema, por cristalização fracionada prévia de olivina rica em Ni a partir de um magma parental silicático, ou, alternativamente, extração de Ni por um líquido sulfetado imiscível.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000400006

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