Morfologia e padrões petrográficos dos derrames pahoehoe e'a'ā da Formação Serra Geral na Sinclinal de Torres (Rio Grande do Sul)

Evandro F. de Lima, Breno L. Waichel, Lucas de Magalhães May Rossetti, Adriano R. Viana, Claiton M. Scherer, Gilmar V. Bueno, Gabriel Dutra

Resumo


A Formação Serra Geral na Sinclinal Torres, no Rio Grande do Sul, pode ser dividida em uma calha principal, uma zona intermediária e uma ombreira ao Sul. As primeiras manifestações vulcânicas nesta sinclinal marcam condições de taxas de efusão baixas (< 5 m³/s), com as lavas do tipo pahoehoe espessas (ponded) ocupando espaços interdunas da Formação Botucatu. O segundo episódio vulcânico é constituído por derrames tabulares que atingem 3 m de espessura em casos excepcionais, com taxas de fusão semelhantes às primeiras manifestações. O terceiro gerou morfologia do tipo 'a'ā, que pode ser atribuído a um aumento nas taxas de efusão, dadas as semelhanças químicas desses com as morfologias pahoehoe. As lavas 'a'ā são constituídas por plagioclásio e piroxênio, sendo geralmente afaníticas ou afíricas, sendo comum também texturas intersetal e glomeroporfirítica, acompanhadas de grande densidade populacional de micrólitos de plagioclásio na matriz (<< 0,1 mm em diâmetro). Os lobos e derrames pahoehoe possuem texturas glomeroporfirítica e diktitaxítica, indicativas de um alto conteúdo de voláteis nos magmas, sendo comparativamente mais granulares. A densidade populacional de micrólitos de plagioclásio na matriz é menor do que as das lavas 'a'ā. O maior conteúdo de micrólitos nestas últimas é atribuído ao subresfriamento, à desvolatização e à taxa de erupção. Correlações estratigráficas regionais entre derrames da Formação Serra Geral devem considerar o tipo morfológico dos das lavas, pois o tipo 'a'ā, ao contrário das pahoehoe, não atinge grandes distâncias da fonte.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000400007

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