Petrologia e geoquímica da soleira de Medicilândia, diabásio Penatecaua, PA

Juliana Costa, Eleonora Maria Gouvêa Vasconcellos, Carlos Eduardo de Mesquita Barros, Leonardo Fadel Cury, Kaluan Frederico Virmond Juk

Resumo


A soleira de Medicilândia, localizada em cidade homônima no estado do Pará, ocorre intrudida em rochas sedimentares da borda sul da Bacia do Amazonas e faz parte do evento magmático Penatecaua de idade triássico-jurássica. Tendo como objetivo geral definir a evolução do magmatismo responsável pela geração dessas rochas, foram realizados trabalhos de campo, coleta de amostras, análises petrográficas e estudos geoquímicos a partir de elementos maiores e elementos traço. A área mapeada abrange cerca de 300 km² e é composta por diabásios e gabros cuja assembleia mineral primária compõe-se por augita, plagioclásio (andesina/labradorita), minerais opacos, apatita e quartzo. Quimicamente, as rochas são supersaturadas em SiO2, classificadas como basaltos e andesito basaltos da série toleítica, e são divididas em quatro grupos geoquímicos, de acordo com a análise de mg* (MgO/(MgO + FeO) - grupo 1: mg* entre 0,5 e 0,6; grupos 2 e 3 com valores de mg* entre 0,4 e 0,5 e 0,3 e 0,4 respectivamente; e grupo 4 com mg* entre 0,1 e 0,3. O grupo 4 apresenta teor de TiO2 entre 2 e 3%, enquanto os demais possuem TiO2 < 2%. Os diagramas de variação indicam que a evolução do magma se deu por processo de cristalização fracionada com mudança de assembleia fracionante. O mapa faciológico mostra zoneamento na soleira onde as fácies primitivas localizam-se nas bordas, enquanto as evoluídas concentram-se no centro da intrusão. A hipótese mais provável de evolução da soleira indica uma origem relacionada com diferentes taxas de fusão parcial de uma mesma fonte, seguida por processo de cristalização fracionada.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000400008

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