Deformação rúptil em rochas do magmatismo Penatecaua no domo de Monte Alegre (PA)

Isabella Françoso Rebutini Figueira, Eduardo Salamuni, Fernando Mancini

Resumo


O domo de Monte Alegre se destaca em meio à planície do rio Amazonas, em sua margem esquerda, como uma notável elevação topográfica situada aproximadamente a 10 km a noroeste da cidade homônima, no estado do Pará. A partir de sua descoberta, muitas têm sido as hipóteses para a gênese do domo, entretanto, somente em 1975, Montalvão e Oliveira associaram a geometria dômica às intrusões toleíticas básicas, que moldaram a estrutura braquianticlinal em forma de elipsoide, com 30 km de comprimento e 20 km de largura. Por meio de pesquisas da morfoestrutura do domo, das camadas sedimentares basculadas e, em particular, dos sistemas de fraturas em rochas intrusivas geradas pelo magmatismo Penatecaua, foi possível verificar que a atual estrutura braquianticlinal do domo tem origem deformacional devido a pelo menos duas fases de deformação (F1 e F2) Jurocretácea, que geraram, consequentemente, dois sistemas de cisalhamento rúptil, podendo ser localmente dúctil quando a reologia é propícia. Tais fases de deformação foram correlacionadas, por meio da análise da paleotensão, com regimes tectônicos regionais, como o Diastrofismo Juruá, confirmando-se que tiveram influência decisiva na deformação finita do domo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000400009

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