Evolução tectônica do arco magmático Juruena entre os rios Aripuanã e Juruena: noroeste de Mato Grosso, Brasil

Tiago Bandeira Duarte, Joseneusa Brilhante Rodrigues, Pedro Sérgio Estevam Ribeiro, Jaime Estevão Scandolara

Resumo


A área de estudo está localizada no SW do Cráton Amazônico, com a geologia inserida em um contexto orogenético convergente, que resultou na formação do Arco Magmático Juruena. O modelo proposto para este processo é de arco magmático continental único com início em aproximadamente 1.820 Ma, com processos de subducção, consumo de placa oceânica, geração de crosta e colisão obliqua de blocos continentais após aproximadamente 160 Ma. Os litotipos da fase inicial estão representados pelos resquícios de crosta oceânica do Complexo Bacareí-Mogno e pela faixa de rochas plutonovulcânicas deformadas em regime rúptil-dúctil. Esta, que configura uma cordilheira marginal, é composta pelos granitos da Suíte Paranaíta e vulcânicas do Grupo Colíder. A SW, este terreno esta em contato com o Complexo Juruena, deformado ductilmente. O segmento é formado pela Suíte Plutônica Vitória, pelos Granitos São Pedro e São Romão e pela Suíte Máfica Vespor. Rochas vulcânicas dispersas no complexo, aparentemente preenchendo bacias de retro-arco, são incluídas no Grupo Roosevelt. Granitogênese tipo A, pós-orogênica, relacionada à tectônica extensional esta representada pela Suíte Serra da Providência. Os resultados de geocronologia pelo método U-Pb LA-ICPMS de duas amostras da Suíte Paranaíta, uma amostra da Suíte Plutônica Vitória e uma amostra das Máficas Vespor foram 1.797 ± 14, 1.769 ± 17, 1.783 ± 14 e 1.773 ± 15 Ma, respectivamente. Também foram analisadas dez amostras pelo método Sm-Nd, resultando em idades T DM entre 2,25 a 1,88 Ga e valores de εND(t) entre -1,9 a +1,92. Os resultados isotópicos são compatíveis com o esperado para o Arco Magmático Juruena.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000400013

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