Geologia do depósito de Au Cavalo Branco (Botuverá – SC)

João Carlos Biondi, Nilton Djalmo Franke, Paulo Roberto de Carvalho, Sandro Notto Villanova

Resumo


Cavalo Branco é um depósito filoneano de quartzo com ouro, com recursos estimados em 1 a 2 toneladas de metal contido e teores entre 2 e 40 g Au/ton, situado na região de Botuverá (SC). O depósito está geneticamente relacionado a um pequeno plutão diorítico seccionado por uma fratura conjugada a uma zona de cisalhamento. Está encaixado por metapelitos do Grupo Brusque, termometamorfisados por plutões graníticos situados em torno do depósito.  O fluído mineralizador que gerou o depósito formou zonas de alteração hidrotermal potássica, fílica e propilítica. O ouro, junto a muito pouca pirita, calcopirita e galena, cristalizou durante a formação da zona fílica. Uma reativação da zona de cisalhamento deformou parte do filão mineralizado, propiciou a intrusão de vênulas e diques de granito rosado e trouxe fluídos hidrotermais que remobilizaram os sulfetos e o ouro da zona cisalhada do depósito e carbonatizaram e cloritizaram suas encaixantes. O ouro recristalizado tem teores de prata (23,20%) e de cobre (0,51%) pouco maiores que o ouro primário (19,95% e 0,01%, respectivamente), mas os sulfetos não tiveram suas composições alteradas. As características da mineralização primária são as de um filão aurífero plutogênico periplutônico. Embora a reativação tenha mudado a composição do ouro e os estilos da alteração das encaixantes, essas modificações não justificam a classificação do depósito como “orogênico”. O diorito que gerou o depósito e o granito das vênulas e veios que se alojaram no local do depósito durante a reativação do cisalhamento, são de fácies até então desconhecidas na região.

Palavras-chave


Geologia de depósito mineral; Cavalo Branco (SC); Ouro; Hidrotermalismo; Mineralogia.

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