Hidrogeoquímica das águas minerais envasadas do Brasil

Reginaldo Bertolo, Ricardo Hirata, Amélia Fernandes

Resumo


Análises químicas provenientes de trezentas e três marcas de águas minerais envasadas brasileiras foram reunidas e interpretadas em sua hidrogeoquímica. Este universo representa quase 50% das 672 concessões de lavra válidas no país. Estas águas minerais são, em geral, de baixa mineralização (RS<100 mg/L) e de baixo pH (≈6,0), fazendo parte de sistemas de fluxos de natureza predominantemente rasa (<70m)e de curto tempo de trânsito no aqüífero. Neste contexto, destacam-se as águas das regiões central e norte do país, que são de baixíssima mineralização (RS<30 mg/L). A dissolução de minerais aluminossilicatos e/ou carbonáticos e, secundariamente, a contribuição de sódio e cloreto em sprays marinhos nas regiões costeiras, são os principais fenômenos geoquímicos observados que determinam os tipos e as proporções dos íons na água. Já a quantidade de íons é definida principalmente pelas profundidades de circulação da água subterrânea. Os dados hidroquímicos indicam que cerca de 1/3 das águas minerais brasileiras situam-se em contexto aqüífero de elevada vulnerabilidade natural à contaminação, e que 1/4 dessas águas, embora quimicamente potáveis, apresentam algum sinal de alteração na composição química ocasionada por atividade antrópica, como indicada pela ocorrência notável do íon nitrato (de 3 a 49 mg/L).

Palavras-chave


Água mineral; Hidrogeoquímica; Água subterrânea.

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