Foraminíferos e atividade bacteriana aplicados no diagnóstico ambiental do estuário do rio Itacorubí, Florianópolis, SC

Lazaro Luiz Mattos Laut, Frederico Sobrinho da Silva, Carla Bonetti, Alberto Garcia de Figueiredo Jr., Mirian Araújo Carlos Crapez

Resumo


A relação entre a distribuição de foraminíferos e atividade respiratória bacteriana (ARB) em sedimentos é utilizada para um diagnóstico ambiental do estuário do Itacorubí em Santa Catarina. Sete amostras de sedimento foram coletas ao longo do estuário para análise de foraminíferos, ARB (fermentação, desnitrificação e sulfato redução), granulometria do sedimento, matéria orgânica total e carbono bacteriano. Amostras de água de fundo também foram coletadas para análises de nutrientes. A ARB foi similar em todas as estações, e a sulfato-redução foi maior na área do mangue. Foram identificadas vinte e oito espécies de foraminíferos, com a dominância de Ammonia beccarii f. tepida e Arenoparrella mexicana. Uma análise de correlação usando o coeficiente de Spearman indicou que A. mexicana esteve relacionada positivamente com o enriquecimento orgânico, hipoxia e a presença de bactérias sulfato-redutoras. O oposto ocorreu com as espécies calcárias, principalmente, A. becarii f. tepida. Uma matriz de correlação seguida por uma análise em MDS diferenciou três grupos de pontos amostrais provavelmente relacionados ao grau de confinamento e de estresse ambiental: A – condições marinhas; B – ambiente transicional com abundância de espécies, porém sem dominância; C – condições estuarinas. Estes resultados sugerem que o Itacorubí possui um gradiente estuarino normal para regiões de micromaré, apresentando um maior estresse ambiental somente na região adjacente ao antigo aterro sanitário.

Palavras-chave


Foraminíferos; Atividade respiratória bacteriana; Sedimento; Estuário do Itacorubí; Diagnóstico ambiental.

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