Greisens associados ao topázio-granito do pluton Água Boa, província estanífera de Pitinga: petrografia e balanço de massa

Gilmara Regina Lima Feio, Roberto Dall’Agnol, Régis Munhoz Krás Borges

Resumo


Os greisens da área Grota Rica no pluton Água Boa têm como encaixante o biotita-álcali feldspatogranito com topázio. Formam zonas contínuas de até 6 metros de espessura, exibem cor cinza claro a escuro e textura inequigranular fina a grossa. São compostos fundamentalmente por quartzo, siderofilita e topázio, acompanhados por quantidades variáveis de fluorita, zinnwaldita, esfalerita, cassiterita, zircão e anatásio, sendo classificados como quartzo-topázio-siderofilita-greisen, topázio-siderofilita-quartzo-greisen e topázioquartzo-greisen. A evolução hidrotermal no âmbito do pluton Água Boa levou à greisenização do biotita-álcali feldspato-granito com topázio e culminou com a formação de greisens, mineralizados em Sn e, subordinadamente, Zn. Dados geoquímicos, incluindo cálculos de balanço de massas, do topázio-granito e greisens associados revelaram que a greisenização foi um processo essencialmente isovolumétrico que acarretou uma variação de massa de 8 a 13%. Constatou-se aumento nos conteúdos de Fe2O3t, S, F, Zn, Cu, Sn, Pb, Ta, Rb e U, redução de Na2O, K2O, MgO, CO2, Ba e Sr e baixa mobilidade de SiO2, TiO2, Al2O3 e CaO. Os elementos terras raras (ETR) revelaram em geral pouca mobilidade e forneceram padrões muito similares aos dos granitos, observando-se apenas um ligeiro empobrecimento no quartzo-topázio-siderofilita greisen. O processo de greisenização estudado é similar ao observado em greisens da área Guinho-Baixão da Província Pitinga.

Palavras-chave


Balanço de massa; Greisens; Topázio-granito; Pitinga; Cráton Amazônico.

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