Tectônica extensional no cinturão Paraíba do Sul no noroeste do Rio de Janeiro: análise estrutural na seção Itaperuna (RJ) – Muriaé (MG)

Tiago da Rocha Karniol, Rômulo Machado, Leticia Constantino Vicente

Resumo


Este trabalho descreve a geometria e cinemática de estruturas extensionais e contracionais no cinturão Paraíba do Sul, na porção noroeste do estado do Rio de Janeiro, ao longo da seção Itaperuna (RJ) - Muriaé (MG). Foram reconhecidos três domínios estruturais, onde ocorrem porções mais deformadas contendo zonas de cisalhamento dúcteis de alto ângulo formadas por rochas miloníticas, alternadas por porções, também de alto ângulo, caracterizadas por granulitos e charnockitos com texturas e estruturas mais preservadas da deformação. Em todos os domínios, a foliação principal possui direção NNE-SSW com mergulhos subverticais a intermediários para ESE. Predomina uma lineação de estiramento e mineral subhorizontal e, secundariamente, de mergulho ou com forte obliqüidade. Os indicadores cinemáticos (pares de foliações S-C e S-C-C´, estruturas assimétricas, boudins, feldspatos assimétricos etc.)  mostram movimentos de topo para SSW (estruturas compressionais) e para ESE (estruturas extensionais). A evolução estrutural da área é interpretada em termos de uma deformação em regime transpressivo com movimentação regional destral, associada a uma partição da deformação devido a condições de contorno (boundary conditions) impostas pela extremidade sul da placa Sanfranciscana durante o evento de convergência oblíqua. As estruturas extensionais apresentadas são relacionadas a um evento extensional anterior ao colapso orogênico (520 a 480 Ma) descrito para o orógeno Araçuaí e a parte central do cinturão Paraíba do Sul/Ribeira.

Palavras-chave


Extensional; Transpressão parcialmente confinada; Cinturão Paraíba do Sul.

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