Basaltos continentais do Cretáceo Inferior da bacia de Campos, SE do Brasil: compilação de dados e petrogênese

Janaína Teixeira Lobo, Beatriz Paschoal Duarte, Peter Szatmari, Sérgio de Castro Valente

Resumo


Este trabalho apresenta dados geoquímicos e discute modelos petrogenéticos em base quantitativa do processo de evolução em câmara magmática dos basaltos de Campos. Dados geoquímicos foram selecionados da literatura (Fodor & Vetter 1984 e Mizusaki et al. 1992). A compilação destes dados obedeceu aos seguintes critérios: (1) soma dos óxidos no intervalo de 99 - 101% em peso, (2) baixos valores de perda ao fogo e, (3) norma CIPW para a caracterização dos toleítos (apresentação de hiperstênio normativo em todas as amostras). Através de modelamento geoquímico quantitativo e métodos estatísticos foram descartados os processos de cristalização fracionada, mistura magmática e assimilação simples para a geração dos basaltos de Campos. Os dados do modelo proposto, suportados pelos dados isotópicos, apontaram para o processo evolutivo de assimilação concomitante a cristalização fracionada (AFC).  Os basaltos do Cretáceo Inferior da bacia de Campos evoluíram a partir de cerca de 30% de AFC, envolvendo cristalização fracionada de uma assembléia composta essencialmente por 5% de olivina, 30% de clinopiroxênio e 65% de plagioclásio em câmara magmática localizada na crosta inferior. O envolvimento de crosta inferior local no processo evolutivo dos basaltos de Campos encontra apoio na pronunciada anomalia negativa de Nb (La/NbN até 5,30) detectada principalmente nos seus membros mais evoluídos.

Palavras-chave


Basalto; Modelamento geoquímico; Processo evolutivo.

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