Relações hidroquímicas na bacia hidrográfica do Ribeirão do Meio, Leme, São Paulo

Fabiano Tomazini da Conceição, Diego de Souza Sardinha, Antonio Donizetti Goncalves de Souza, Daniel Marcos Bonotto

Resumo


A avaliação das contribuições naturais e antrópicas foi realizada para as águas superficiais da bacia hidrográfica do Ribeirão do Meio na cidade de Leme. Nove pontos de amostragem foram escolhidos e as campanhas de amostragem ocorreram em 25/02/2005, 20/04/2005 e 08/07//2005, sendo que esse período compreende a maior variação sazonal na vazão do Ribeirão do Meio. As analises foram executadas para pH, temperatura, turbidez, oxigênio dissolvido (OD), condutividade elétrica (CE), SDT (sólidos dissolvidos totais), STS (sólidos totais em suspensão), sulfato, nitrato, fosfato, alcalinidade, cloreto, sódio, cálcio, potássio e magnésio. A composição química das águas superficiais não poluídas da bacia hidrográfica do Ribeirão do Meio é dominada pela alteração das rochas derivadas dos grupos São Bento e Passa Dois; o mais alto transporte específico anual de cátions/ânions é derivada dos Córregos Constantino e Invernada, que são corpos de água situados em áreas com argilitos e siltitos (Grupo Passa Dois). O Ribeirão do Meio, após a cidade de Leme, recebe diversos compostos através de atividades antropogênicas principalmente relatadas aos efluentes domésticos. Um modelo conceitual considerando a presença de oxigênio dissolvido indica que o Ribeirão do Meio precisa de aproximadamente 15 km após sua foz para alcançar a quantidade mínima de oxigênio dissolvido (5 mg/L) permitido de acordo com o padrão brasileiro para as águas de Classe 2.

Palavras-chave


Bacia hidrográfica; Qualidade da água; Interação água-rocha; Influências antropogênicas; Gerenciamento ambiental.

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