Arquitetura deposicional e evolução da seqüência aluvial neocretácea da porção setentrional da Bacia Bauru, no sudeste brasileiro

Alessandro Batezelli, Antonio Roberto Saad, Giorgio Basilici

Resumo


A reconstrução de macroformas através da análise de fácies e análise de elementos arquitetônicos tem sido bastante utilizada para definição de geometria dos depósitos fluviais, e conseqüentemente, da evolução da arquitetura aluvial. Através de informações advindas de seções bidimensionais de afloramentos do Grupo Bauru na região oeste de Minas Gerais (Triângulo Mineiro), nordeste do Mato Grosso do Sul e Sul de Goiás, foram elaborados modelos que ilustram as geometrias dos litossomas que constituem a seqüência neocretácea. As características faciológicas associadas às macroformas de acréscimo a jusante (elemento DA), formas de leito arenoso (elemento SB), barras cascalhentas e canais (elementos SG e CH), indicam que o ambiente deposicional era formado por rios do tipo entrelaçado de baixa sinuosidade, associados a um sistema de leques aluviais. Dados de paleocorrentes indicam que a área fonte desses depósitos se localizava principalmente na porção nordeste e norte da Bacia Bauru, nas estruturas conhecidas como Soerguimento do Alto Paranaíba e Província Alcalina de Goiás, resultante de intrusões alcalinas durante o Cretáceo Superior. As características deposicionais permitiram a reconstrução da arquitetura aluvial da porção centro-norte da bacia, fornecendo informações sobre as variações do nível de base, taxa de sedimentação e espaço de acomodação de sedimentos. Utilizando uma terminologia alternativa para depósitos continentais, o modelo de evolução da seqüência aluvial neocretácea da Bacia Bauru contempla um trato de sistema de alta taxa de acomodação em sua porção basal (formações Araçatuba e Adamantina), e o trato de sistema de baixa taxa de acomodação na porção superior (formações Uberaba e Marília).

Palavras-chave


Bacia Bauru; Elementos arquitetônicos; Reconstrução de macroformas; Arquitetura aluvial; Tratos de sistemas de baixa e alta acomodação.

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