Limites tectônicos, zonas de fraqueza crustal e interações entre pluma e manto litosférico subcontinental no Enxame de Diques da Serra do Mar, SE do Brasil

Sergio de Castro Valente, Artur Corval, Beatriz Paschoal Duarte, Robert M. Ellam, Anthony E. Fallick, Ian Gordon Meighan, Thiago Dutra

Resumo


Basaltos toleíticos do Cretáceo Inferior (ca.132Ma) integram o Enxame de Diques da Serra do Mar no Sudeste do Brasil. Estes basaltos incluem-se numa série transicional de afinidade tholeiitica com duas suítes: baixo-TiO2 e alto-TiO2. Líquidos parentais da suíte de baixo-TiO2  e alto-TiO2 apresentam razões La/Yb(N) e La/Nb(N) > 1. Estes dados sugerem pelo menos uma contribuição do manto litosférico subcontinental na geração dos basaltos de ambas as suítes. A ocorrência de um dique de basalto no enxame com La/NbN=0.3 and La/YbN=9.9 pode sugerir a contribuição de um componente mantélico sublitosférico fértil na geração do Enxame de Diques da Serra do Mar, possivelmente representado pela pluma de Tristão da Cunha. Este trabalho propõe um modelo geodinâmico em que a pluma pode ter fundido em locais onde a litosfera do Gondwana foi submetida a maior afinamento devido à reativação de zonas de fraqueza crustais, e consequente transferência de stress ao manto subjacente, próximo aos principais limites tectônicos associados à amalgamação daquele supercontinente no Neoproterozóico, resultando na geração de pequenos volumes de basaltos tholeiiticos com assinatura sublitosférica fértil.

Palavras-chave


Basaltos tholeiiticos; Manto litosférico subcontinental; Pluma de Tristão da Cunha e diques.

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