O VULCANISMO BIMODAL DO TIPO UATUMÃ DA REGIÃO DE SÃO FÉLIX DO XINGU (PA), PROVÍNCIA MINERAL DE CARAJÁS

CARLOS MARCELLO DIAS FERNANDES, CLAUDIO NERY LAMARÃO, NILSON PINTO TEIXEIRA

Resumo


Estudos petrográficos e análises químicas em rocha total confirmaram a existência de um vulcanismo bimodal, ocorrente nas proximidades do município de São Félix do Xingu, centro-sul do Estado do Pará, que resultou em depósitos de lavas traquibasálticas, andesito-basálticas, traquiandesíticas, andesíticas, dacíticas, traquíticas e riolíticas, e de fluxo piroclástico representado por tufos vítreos e de cristais e brechas polimíticas, pertencentes às Formações Sobreiro e Iriri, do Grupo Uatumã.  As rochas pertencentes à Formação Sobreiro são metaluminosas, de natureza cálcico-alcalina transicional entre as séries de rochas de alto-K a shoshonítica e de afinidade geoquímica de arco vulcânico transicional entre imaturo e maturo, formadas pelo fracionamento de clinopiroxênio, anfibólio e plagioclásio. As rochas da Formação Iriri são metaluminosas a peraluminosas, transicionais entre as séries subalcalina e alcalina, de afinidade geoquímica intraplaca, regida predominantemente pelo fracionamento de feldspatos.  A associação vulcânica da região de São Félix do Xingu foi formada, provavelmente, entre final de um evento orogênico e o início de uma fase de rift intracontinental, o que pode estar relacionado à tafrogênese de 1,88 Ga registrada em praticamente todo o Cráton Amazônico.


Palavras-chave


Petrografia; Geoquímica; Bimodal; Uatumã; Cráton Amazônico.

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