ANÁLISE ESTRATIGRÁFICA APLICADA A PORÇÃO NORTE E NORDESTE DA BACIA BAURU (CRETÁCEO SUPERIOR)

ALESSANDRO BATEZELLI, ANTONIO ROBERTO SAAD, JOSÉ ALEXANDRE DE JESUS PERINOTTO, VICENTE JOSÉ FÚLFARO

Resumo


A Bacia Bauru, entidade geotectônica gerada durante o Cretáceo Superior na porção sudeste da Placa Sul-americana, tem sido alvo de inúmeras pesquisas desde o final do Século XIX. Na porção norte e nordeste da bacia a maior parte dos estudos se concentra principalmente nos arredores de Uberaba (Triângulo Mineiro - MG, devido às descobertas fossilíferas e de depósitos de calcário, economicamente explorados. A partir de dados recentes de superfície e subsuperfície, foi desenvolvida uma análise estratigráfica integrada para as unidades do Grupe Bauru na região do Triângulo Mineiro (MG), estendendo-se sua correlação às áreas adjacentes no nordeste de Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e norte São Paulo. Esse analise permitiu refinar o entendimento do arcabouço estratigráfico da Bacia Bauru, bem como identificar através das associações de facies, 5 ambientes deposicionais geneticamente ligados, constituindo um trato de sistemas fluvial/lacustre. A sedimentação ocorreu a partir de fluxos aluviais advindos principalmente de norte/nordeste (Soerguimento do Alto Paranaíba e Província Alcalina de Goiás), em direção a um nível de base lacustre, hoje balizado pela  cidades de Gurinhatã, Limeira D'Oeste e Prata em Minas Gerais, e que se estendia à porção norte e noroeste do estado de São Paulo. Cessada a sedimentação cretácea, a região norte e nordeste da Bacia Bauru passou por um intenso processo de reestruturação tectônica que resultou na formação de várias depressões onde se encontram preservadas as rochas do Grupo Bauru. Baseado nos dados aqui apresentados foi possível elaborar um modelo paleogeográfico da Bacia Bauru e sua relação com a paleogeografia da América do Sul no Cretáceo Superior.


Palavras-chave


Bacia Bauru; Análise estratigráfica; associações de fácies; Ambientes deposicionais; Trato de sistema aluvial/lacustre; Nível de base lacustre; Paleogeografia do Cretáceo Superior; Reestruturação tectônica terciária.

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