ROCHAS VULCÂNICAS ALCALINAS DA FORMAÇÃO QUIXABA DE FERNANDO DE NORONHA, PE: QUÍMICA MINERAL E LITOGEOQUÍMICA

ROSANA PEPORINE LOPES, MABEL NORMA COSTAS ULBRICH

Resumo


A Formação Quixaba (4,2 - 1,5 Ma) é composta por derrames de vários tipos de melanefelinitos: olivina melanefelinitos (OLM), olivina melilita melanefelinitos (MEM) e piroxênio melanefelinitos (PIM), com níveis de rochas piroclásticas e estreitos derrames de basanitos (BAS). Espessas sequências de BAS ocorrem na Baía do Sancho e formam as ilhotas de São José, Cuscuz e de Fora. As olivinas (mg# = 85-75) e os clinopiroxênios (mg# 86 - 74) nos melanefelinitos e na maioria dos BAS são equiparáveis, indicando cristalização em equilíbrio. Nos BAS de São José e Cuscuz, a olivina (mg# 72-70) e o clinopiroxênio (mg# = 79-74), também semelhantes, indicam rochas mais diferenciadas. Nos MEM, o teor (de>10 ate <2 %) e a composição das melilitas são variáveis. As rochas ricas em melilita tem abundante olivina; nesses casos as melilitas são mais pobres em MgO e mais ricas em Al2O3. Flogopita e biotita, ricas em Ba, Ti (e F), são minerais tardios, com feições químicas próprias em cada tipo litológico. O teor de Si02 (% em peso) é um indicador das diferenças químicas entre os melanefelinitos -MEM: 37-39 %; OLM: 38-40 %; PIM: 40-43 %- . Os BAS possuem 45-46 % de Si02. O aumento de sílica e acompanhado por aumento de Al2O32, Fe203total, CaO, MnO, Cs, Y e REE. Nos nefelinitos, as razões entre elementos traços mostram diferenças significativas: MEM e OLM: La/Nb = 0,6-0,7; Zr/Nb = 2,7-3,2; PIM: La/Nb = 0,7-1,0; Zr/Nb = 2,6-5,7 (Ulbrich et al. 2004). Entre os basanitos, tanto o teor de alguns elementos traços como as razões entre elementos incompatíveis mostram-se variáveis. Os dados apresentados neste trabalho indicam que há evidências de processos de cristalização fracionada, por exemplo, entre os PIM e os basanitos que formam níveis relativamente estreitos na sequência de derrames. Entretanto, o elevado teor de elementos incompatíveis dos melanefelinitos e as diferenças entre as razões desses elementos nos vários tipos Iitológicos apontam para uma origem a partir de magmas parentais distintos, originados em fontes mantélicas distintas, ou por diferentes graus de fusão da mesma fonte.


Palavras-chave


Melanefelinito; Basanito; Química mineral; Fernando de Noronha.

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