TERMOBAROMETRIA DAS OCORRÊNCIAS ANFIBOLÍTICAS DE ERMIDA, COMPLEXO ITAPIRA (SP)

STELLA CRISTINA ALVES DE SOUZA, MARCOS AURÉLIO FARIAS DE OLIVEIRA

Resumo


As ocorrências anfiboliticas de Ermida são um conjunto de quatro lentes representadas por labradorita-bytownita anfibolitos, inseridos em granada-sillimanita gnaisses migmatizados do Complexo Itapira, no município de Jundiaí, no Estado de São Paulo. O desenvolvimento das paragêneses plagiocásio + hornblenda + clinopiroxênio + ilmenita + granada e epidoto + clorita + actinolita (hornblenda) + titanita + calcita + quartzo indicam, respectivamente, o pico metamórfico (M1) e o retrometamorfismo (M2), em trajetória horária. O primeiro episódio (M1) desenvolveu-se sob regime colisional (Dn-1/Dn), obliterando todas as feições reliquiares dos protólitos dos anfibolitos, convertendo-as em textura granoblástica e gerando a foliação S1 sob condições de temperatura entre 700° e 830°C e pressão entre 6-7kbar, a 22km de profundidade, facies anfibolito superior. O retrometamorfismo (M2) é contemporâneo à fase (Dn+1/Dn+3), é incipiente, não desconfigura as texturas formadas em M1 e se desenvolveu sob condições entre 450°-550°C de temperatura, entre 2-4kbar de pressão, a 7km de profundidade, na transição entre a facies xisto verde e a facies anfibolito. As características petrográficas exibidas pelos anfibolitos, aqui analisados, são semelhantes a outros anfibolitos dispersos pelo Complexo Itapira em outras localidade.


Palavras-chave


Complexo Itapira; Anfibolitos; Geotermobarometria; Química mineral; Metamorfismo; Facies anfibolito; Facies xisto verde.

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