PROCESSAMENTO E INTERPRETAÇÃO DE DADOS GAMAESPECTROMÉTRICOS AÉREOS DO PROJETO ITABIRA-FERROS, MG: UMA FERRAMENTA NO AUXÍLIO AO MAPEAMENTO GEOLÓGICO

LEILA MÁRCIA MENDES CARVALHO, AUGUSTO CÉSAR BITTENCOURT PIRES, CLAUDINEI GOUVEIA DE OLIVEIRA, ROBERTO ALEXANDRE VITÓRIA DE MORAES, MARCELO DE LAWRENCE BASSAY BLUM

Resumo


A área de Itabira-Ferros está situada na região do Quadrilátero Ferrífero, Estado de Minas Gerais e é conhecida pelas abundantes ocorrências de esmeraldas. O presente trabalho discute as características geofísicas utilizando dados de gamaespectrometria aérea e a integração dos mesmos com dados geológicos para determinar prováveis zonas de mineralização de esmeraldas. A imagem do canal de contagem total permitiu definir um arcabouço gamaespectrométrico para a área. A análise do comportamento dos elementos K, Th, U foi realizada em conjunto com as imagens ternárias RGB e CMY, sendo possível a separação de unidades e estruturas. No total foram delimitadas 16 unidades gamaespectrométricas distintas para essa região. Muitas dessas unidades são correlacionáveis à geologia conhecida, porém outras unidades não têm representação geológica em mapas. O mapa das interpretações estruturais gamaespectrométricas mostra que as mineralizações da região ocorrem em áreas profusamente falhadas, principalmente ligadas as bordas do sigmóide central da unidade III de deslocamento dúctil da área. As mineralizações conhecidas formam uma faixa, espécie de trend de direção NW-SE, ente duas falhas de mesma direção entre as cidades de João Monlevade e Dores de Guanhães. As mineralizações de esmeraldas permanecem na porção leste do sigmóide, enquanto que outras mineralizações de berilo (água-marinha e outros berilos) estão ligadas diretamente ao sigmóide, na parte central do sigmóide ou a outras feições NW que recortam a área.


Palavras-chave


Gamaespectrometria aérea; Mapeamento geológico; Prospecção mineral; Esmeraldas.

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