PROCESSAMENTO E INTERPRETAÇÃO DE DADOS MAGNETROMÉTRICOS AÉREOS DO PROJETO ITABIRA-FERROS, MG: UMA FERRAMENTA NO AUXÍLIO AO MAPEAMENTO GEOLÓGICO-ESTRUTURAL

LEILA MÁRCIA MENDES DE CARVALHO, AUGUSTO CÉSAR BITTENCOURT PIRES, CLAUDINEI GOUVEIA DE OLIVEIRA, ROBERTO ALEXANDRE VITÓRIA DE MORAES, MARCELO DE LAWRENCE BASSAY BLUM

Resumo


A área de Itabira-Ferros está situada na região do Quadrilátero Ferrífero, Estado de Minas Gerais e é conhecida pelas abundantes ocorrências de esmeraldas. A área é caracterizada por seqüências vulcanossedimentares tipo greenstone belts (Supergrupo Rio das Velhas) e seqüências ferríferas paleoproterozóicas do Supergrupo Minas inseridas dentro de corpos graníticos (Granitos Borrachudos). A formação das esmeraldas é atribuída à interação de fluidos pegmatíticos com rochas máficas-ultramáficas do Supergrupo Rio das Velhas. O presente trabalho discute as características geofisicas utilizando dados de magnetometria aérea e a integração desses dados com a geologia para auxiliar no mapeamento geológico dessa região. As análises e interpretações das imagens geofisicas sugerem a presença de três tipos de assinaturas básicas formadoras do relevo magnético: o primeiro é constituído por sinais de baixas freqüências espaciais, o segundo por médias freqüências, e um terceiro por sinais de altas freqüências espaciais. O primeiro conjunto parece indicar que suas fontes formam tendências sinuosas e contínuas dispostas em faixas na direção NE-SW nas porções norte, noroeste e nordeste. O segundo conjunto na parte central mostra um comportamento de grandes blocos falhados com orientação geral NE-SW e recortados por estruturas E-W e NW-SE. O terceiro conjunto também mostra um comportamento de grandes blocos magnéticos compartimentados (blocos geológicos falhados), com orientação WSW-ENE. As análises e interpretações estruturais dessas imagens sugerem a presença de três eventos deformacionais. O lineamento DI representa a direção de alinhamento preferencial, NE-SW. Na região central da área, tem-se uma feição em sigmóide que, provavelmente, pode representar a zona de cisalhamento Pedra Branca, de movimento dextral. O lineamento D2 trunca os lineamentos de direção E-W, configurando, provavelmente um sistema de falhas transcorrentes de movimento sinistrai, visto que alguns lineamentos D1 são deslocados por D2, isto pode ser observado no grande lineamento que cruza a área na porção central, bem como do extremo norte. Outras feições rúpteis são marcadas por direção aproximada de N40°W.


Palavras-chave


Magnetometria aérea; Mapeamento geológico.

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