GEOCRONOLOGIA, ASSINATURA ISOTÓPICA E MODELO METALOGENÉTICO PARA O DEPÓSITO DE OURO CÓRREGO PAIOL, TOCANTINS, BRASIL

EMÍLIO LENINE CARVALHO CATUNDA DA CRUZ, RAUL MINAS KUYUMJIAN

Resumo


O TerrenoAlmas-Dianópolis, embasamento do extremo norte da Zona Externa da Faixa de Dobramentos Brasília, hospeda ocorrências e depósitos de ouro, entre estes, o depósito Córrego Paiol, alojado em anfibolito com alto-Fe da Formação Córrego Paiol e metagabro. O depósito é de origem hidrotermal e foi formado sob condições de temperatura e pressão do fácies xisto verde. O anfibolito hospedeiro contém dois reservatórios de argônio, relacionados às orogenias Transamazônica e Brasiliana. Cálculos geotermobarométricos e as idades 40Ar_39Ar indicam que o evento mineralizante ocorreu durante o resfriamento, aproximadamente isobárico, que se seguiu a uma fase de descompressão isotermal do terreno hospedeiro, relacionados a uma trajetória P-T-t horária desenvolvida na fase final da Orogenia Brasiliana. Os isótopos de chumbo em pirita e rocha total indicam que dois reservatórios contribuíram com chumbo e ouro, por analogia, para o depósito Córrego Paiol: i) chumbo com desenvolvimento isotópico retardado, menores razões U/Th e elevadas razões 238U/204Pb, originado na crosta inferior; ii) chumbo com maiores razões U/Th e elevadas razões 238U/204Pb, proveniente da crosta superior. Os isótopos estáveis em carbonato sugerem a mistura de C e O de origem profunda, oriundos do terreno hospedeiro, com C e O provenientes das coberturas de rochas metassedimentares meso-neoproterozóicas. O depósito Córrego Paiol provavelmente fez parte de um evento metalogenético de escala cratônica, desenvolvido na margem oeste do Cráton São Francisco, com reflexos para o interior do cráton, ao qual estão relacionados outros depósitos de Au, e que retrabalhou, durante a Orogenia Brasiliana, reservatórios que também forneceram metais para depósitos de chumbo e zinco.

 


Texto completo:

PDF (English)

Apontamentos

  • Não há apontamentos.