ESMERALDA DA MINA DE PITEIRAS, REGIÃO DE ITABIRA, MG: GEOLOGIA E GÊNESE

DEIWYS JOSÉ VIANA, HANNA JORDT-EVANGELISTA, CAROLINE J. SOUZA GOMES

Resumo


A mina de Piteiras, localizada no distrito esmeraldífero de Itabira-Nova Era, Minas Gerais, foi estudada em termos de geologia, mineralogia e gênese. A mineralização concentra-se num corpo tabular com dois a quatro metros de largura e centenas de metros de extensão composto de xistos metaultramáficos com variáveis teores de flogopita e Mg-hornblenda. O corpo apresenta-se fortemente cisalhado e intrudido por pegmatitos sintectônicos ricos em albita. As encaixantes são paragnaisses pertencentes a uma seqüência metavulcanossedimentar de possível idade arqueana, metamorfizados em condições da fácies anfibolito em temperatura em torno de 600°C e pressão de 5,5kbar. Esmeralda é encontrada em flogopita xistos e veios de quartzo nas proximidades dos pegmatitos. Durante um evento tectonometamórfico regional desenvolveu-se um zona de cisalhamento pervasiva numa camada ultramáfica da seqüência metavulcanossedimentar. A deformação concentrou-se preferencialmente nessa camada devido ao contraste reológico. Pegmatitos intrudiram o corpo metaultramáfico durante o cisalhamento e forneceram os fluidos que causaram o processo metassomático que levou à flogopitização e à geração da esmeralda por meio do Se e Si contidos nos fluidos residuais e do cromóforo Cr dos xistos. A percolação dos fluidos teve controle estrutural.


Palavras-chave


Esmeralda; Mina de Piteiras; Itabira; Geologia; Petrogênese.

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