A INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES GEOQUÍMICAS NA OXIDAÇÃO DA ARSENOPIRITA E NA MOBILIDADE DO ARSÊNIO EM AMBIENTES SUPERFICIAIS TROPICAIS

RICARDO PEROBELLI BORBA, BERNARDINO RIBEIRO FIGUEIREDO

Resumo


Os processos geoquímicos que regem o intemperismo de depósitos auríferos do Quadrilátero Ferrífero, MG foram estudados por difração de raios X, microscopia eletrônica de varredura, e análises químicas de águas subterrâneas coletadas em minas. A oxidação natural da arsenopirita em veios de quartzo-arsenopirita (sem carbonatos) promove a formação de escorodita enquanto que em veios de quartzo-carbonatos-arsenopirita a oxidação da arsenopirita leva à formação de arsenatos de ferro com Ca, com cristalinidade baixa, e em menor quantidade, à formação de escorodita, kolfanita, yukonita e farmacossiderita. A liberação do As para as águas superficiais e subterrâneas ocorre por etapas: (i) durante a oxidação da arsenopirita parte do As é solubilizado e outra parte participa da formação de arsenato de ferro ou escorodita, (ii) durante a dissolução total ou incongruente dos minerais secundários de As ocorre a retenção de parte do arsênio adsorvido em óxido de ferro e outra parte é solubilizada. A presença de carbonatos nos minérios sulfetados neutraliza a drenagem ácida, formada a partir da oxidação dos sulfetos.  Entretanto, no caso do As, o pH neutro a alcalino induz a liberação do As em solução através da dissolução do arsenatos de ferro e da escorodita, aumentando sua mobilidade em ambiente superficial.


Palavras-chave


Arsenopirita; Oxidação; Escorodita; Kolfanita; Yukonita; Farmacossiderita; Arsênio; Mobilidade; Ouro; Quadrilátero Ferrífero.

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