GEOLOGIA, PETROGRAFIA E QUÍMICA MINERAL DAS MICAS DOS GREISENS ESTANÍFEROS ASSOCIADOS AO PLUTON ÁGUA BOA, PITINGA (AM)

RÉGIS MUNHOZ KRÁS BORGES, ROBERTO DALL'AGNOL, HILTON TULIO COSTI

Resumo


Na borda oeste do pluton Água Boa, na Província Estanífera de Pitinga, ocorrem duas tipologias de greisens estaníferos associados espacialmente à fácies granito rapakivi: greisen 1, constituído principalmente por quartzo, siderofilita, topázio e esfalerita, e greisen 2, formado essencialmente por quartzo, fengita e clorita. Apesar de suas diferenças composicionais e petrográficas, estes greisens se formaram a partir do mesmo protólito granítico, um hornblenda-biotita-álcali-feldspato-granito a sienogranito. As análises químicas realizadas em microssonda eletrônica comprovam que a mica do greisen 1 é uma siderofilita com teores moderados em Al, cuja variação composicional ocorre pela substituição de Fe2+ por Al3+ e Li nos sítios octaédricos, com geração de vacâncias, e concomitante substituição de Al3+ por Si4+ nos sítios tetraédricos. Por sua vez, as micas do greisen 2 apresentam composição de fengita, cujo principal mecanismo evolutivo é dado pela substituição de VIAl por Fe2+ nos sítios octaédricos, com enriquecimento acoplado de Si4+ às expensas de Al3+ nos sítios tetraédricos. Seus teores de Li calculado são ainda menores do que aqueles estimados para a siderofilita do greisen 1. Nos greisens estudados, as maiores concentrações de cassiterita estão associadas ao greisen 2 rico em clorita, que também apresenta volumes consideráveis de pirita ± galena. O greisen 1, por sua vez, também está mineralizado em esfalerita, além de cassiterita.

Palavras-chave


Pitinga; Granito Água Boa; Greisens; Cassiterita; Petrografia; Química mineral.

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