ANÁLISE DE ESPÍCULAS DE ESPONJAS COMO INDICADORES PALEOAMBIENTAIS EM SEDIMENTOS LACUSTRES NO OESTE DA BAHIA

GISELE BARBOSA DOS SANTOS, PAULO DE TARSO AMORIM CASTRO, MAURO PAROLIN, LOYANA DOCIO, DIANDRA HOFFMANN COSTA

Resumo


A utilização de espículas de esponjas em sedimentos como dado proxy vem obtendo sucesso em proposições de reconstruções paleoambientais. Para compreender as condições paleoclimáticas e dinâmicas do sistema lacustre, localizado na Depressão do São Francisco, no oeste do estado da Bahia, foram recuperados dois testemunhos em duas lagoas. Foram realizadas análises de fácies, ensaios granulométricos, de conteúdo de matéria orgânica e presença de diatomáceas, além da identificação e quantificação de espículas de esponjas detectadas nos sedimentos holocênicos, que foram datados por 14C. A idade das amostras dos sedimentos variou entre 8.410 a 3.929 cal. AP. Foram encontradas espículas das esponjas Dosilia pydanieli, Heterorotula fistula, Metania spinata, Oncoslera sp, Radiospongilla inesi e Tubella variabilis. As análises sugerem que as duas lagoas tiveram situações climáticas com alternância entre fases mais secas e mais úmidas em relação ao clima atual. No entanto, as duas lagoas diferem no que tange à taxa de sedimentação e conteúdo microfossilífero. Para a lagoa da porção norte os resultados evidenciaram alternância de fases lênticas e lóticas, indicando uma paleodrenagem no início do Holoceno superior, enquanto as evidências da lagoa ao sul do sistema lacustre indicam apenas fases lênticas. Tais evidências sugerem que outros fatores fisiográficos, além do clima, influenciaram a dinâmica dessas lagoas, como características estruturais, tectônicas e litológicas do substrato das lagoas.

Palavras-chave


Quaternário; Holoceno; Depressão do São Francisco; Lagoas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4072/rbp.2016.3.09

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