INTERPRETAÇÕES PALEOCLIMÁTICAS A PARTIR DA FLORA PLIOCÊNICA DE NOVA IORQUE, MARANHÃO, BRASIL

FRANCISCO SANTIAGO, FRESIA RICARDI-BRANCO

Resumo


A flora fóssil de Nova Iorque, a qual se encontra localizada no Nordeste Brasileiro, e a única conhecida para o Plioceno da Bacia de Nova Iorque. Uma vez que os registros paleobotânicos nas áreas povoadas pela vegetação da Caatinga são escassos, esta flora representa um elo muito importante para a compreensão dos câmbios climáticos e ambientais que ocorreram no Nordeste Brasileiro. As principais características fisionômicas, tipo de margem e área foliar, das folhas de angiospermas de 26 espécies desta flora permitiram estimar quantitativamente a temperatura média anual (TMA) e precipitação média anual (PMA) para o momento de sua sedimentação. As diferentes equações utilizadas para estimar a TMA e a PMA estão baseadas nos métodos univariados conhecidos como Análise da Margem Foliar e Análise da Área Foliar. As equações empregadas nos indicam que a flora fóssil de Nova Iorque se desenvolveu sob uma TMA de 26,1–26,7°C e uma PMA de 580–833 mm. Estes valores são muito similares aos que apresenta na atualidade a região onde se encontra a flora fóssil de Nova Iorque, portanto, esta flora viveu sob um clima similar ao da Caatinga, o qual se caracteriza por ser quente e semiárido. Devido a que esta flora fóssil se desenvolveu sob condições semelhantes às da flora atual, permite-se inferir que esta flora representa uma precursora de uma fitofisionomia da Caatinga.


Palavras-chave


Plioceno; Caatinga; Folhas de angiospermas; Análise da Margem Foliar; Análise da Área Foliar; Clima quente e semiárido.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4072/rbp.2018.1.05

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