Palinologia de sedimentos da Bacia de São Paulo, Terciário do Estado de São Paulo, Brasil

Murilo Rodolfo de Lima, Mário Sérgio de Melo, Armando Márcio Coimbra

Resumo


Os depósitos terciários da Bacia de São Paulo, que abrangem sedimentos referidos às formações São Paulo e Itaquaquecetuba, mais recentemente têm sido reinterpretados como um conjunto sedimentar paleogeno que inclui sistema basal de leques aluviais e canais entrelaçados, sistema lacustre (em parte sincrônico com os anteriores) e sistema fluvial meandrante de topo. A interpretação da Formação Itaquaquecetuba (sistema fluvial entrelaçado) tem sido controvertida, sendo ora considerada como pertencente aos depósitos basais, ora como produto de reativação tectônica e remanejamento de sedimentos no Neogeno ou mesmo Quaternário. O presente estudo compreendeu a análise palinológica de sedimentos provenientes não só dos depósitos de leques aluviais e do sistema lacustre (atribuídos à Formação São Paulo) como também do sistema de canais entrelaçados (atribuídos à Formação Itaquaquecetuba). As palinofloras encontradas, com vários taxa de valor estratigráfico e paleoclimático, são bastante homogêneas nas várias amostras, sugerindo idades e paleoclimas muito próximos. A dominância de taxa oligocenos, ao lado de uns poucos tidos como eocenos ou mais antigos, sugere duas hipóteses: 1) possível remanejamento de sedimentos eocenos no Oligoceno; 2) os taxa considerados como eocenos teriam tido, na realidade, distribuição até o Oligoceno, o que implicaria a necessidade de correção do seu intervalo de distribuição. A relativa abundância de taxa indicativos de clima mais frio (coníferas), ao lado da escassez daqueles mais típicos de clima quente e úmido, sugere vigência de clima relativamente frio durante a sedimentação. Entretanto, não foi possível precisar o efeito das diferenciações florísticas de altitude na assembléia polínica preservada

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DOI: http://dx.doi.org/10.5935/0100-929X.19910001

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