MACROFORAMINÍFEROS EM RODOLITOS NA CADEIA VITÓRIATRINDADE, ATLÂNTICO SUL, MARGEM LESTE BRASILEIRA

Claudia Guterres VILELA, Ariadne Senna ÁZARO, Gilberto AMADO FILHO

Resumo


A Cadeia Vitória-Trindade tem 1150 km de extensão contendo 11 montes submarinos, no sentido L-W, na margem leste brasileira, entre as coordenadas de 20-21º S e 29-38º W. No topo destes montes se desenvolvem bancos de rodolitos, formados por algas coralinas vermelhas (Rhodophyta). O Brasil possui uma grande área de rodolitos, pouco explorada, sendo pioneiro o estudo dos foraminíferos associados a ela. Existem em abundância, com grandes exemplares e ótima preservação. Os rodolitos foram coletados em 2011 por mergulhadores, em pontos localizados nos cumes dos montes da cadeia a aproximadamente 60m de profundidade, nas ilhas Vitória e Almirante Saldanha. Após a preparação das amostras, foram triadas aleatoriamente 300 tecas de foraminíferos da fração maior que 500µm, da epifauna e da criptofauna, respectivamente. Foi realizada a classificação e a sistemática das espécies com algumas descrições, considerando-se o ineditismo do material. Análises quantitativas incluíram apenas a abundância absoluta e relativa. Espécies típicas de ambientes recifais, tais como Amphistegina gibbosa, Archaias angulatus e Discogypsina vesicularis foram abundantes. Os indivíduos possuem em geral grande tamanho, paredes grossas e ótimo estado de preservação. Sua classificação taxonômica leva à identificação de possíveis novas espécies ainda não encontradas nos recifes brasileiros e, provavelmente, ainda não descritas.


Palavras-chave


Microfauna bentônica; Algas coralinas; Montes submarinos.

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