ABRANGÊNCIA ESPACIAL E TEMPORAL DA MORFOGÊNESE E PEDOGÊNESE NO PLANALTO DE PALMAS (PR) E ÁGUA DOCE (SC):: SUBSÍDIO AO ESTUDO DA EVOLUÇÃO DA PAISAGEM QUATERNÁRA

Simone GUERRA, Julio Cesar PAISANI

Resumo


O artigo apresenta informações sobre a abrangência espacial e temporal da morfogênese e pedogênese no Planalto de Palmas (PR) e Água Doce (SC): subsídio ao estudo da evolução da paisagem quaternária, a partir da descrição de quatro seções estratigráficas, bem como a utilização de informações preponderantes estabelecidas na seção HS1. Tal levantamento contou com descrições de unidades litológicas e pedológicas, juntamente com análises laboratoriais, como granulometria e datação do 14C. Reconheceu-se nas seções depósitos de colúvio, colúvio-aluviais, solos enterrados e paleocanais de 1ª e 2ª ordem colmatados. Os resultados evidenciaram registros estratigráficos com idades do Pleistoceno Superior ao Holoceno, referentes aos Estágios Isotópicos Marinhos 3, 2 e 1. Os paleossolos datados evidenciaram intensa fase de pedogênese, com formação de Neossolos Flúvicos, de 41.000 a 25.000 anos AP. No limite Pleistoceno/Holoceno, verificaram-se fases de manutenção da pedogênese, seguida por fases de intensa morfogênese no início do Holoceno, com erosão das encostas e colmatação dos fundos de vale de baixa ordem hierárquica, perdurando até cerca de 1.000 anos AP. Após 1.000 anos AP, o ambiente entra em equilíbrio, com atuação da pedogênese, formando Neossolos. No geral, a paisagem possui sua evolução relacionada a fases alternadas de estabilidade/instabilidade.

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