Relações Água-Rocha e a Hidrogeoquímica do Cromo na Água Subterrânea de Poços de Monitoramento Multiníveis de Urânia, SP, Brasil

Reginaldo Antonio Bertolo, Leonardo Nobuo Oshima Marcolan, Christine Laure Marie Bourotte

Resumo


Teores anômalos e naturais de cromo ocorrem nas águas subterrâneas do Aquífero Adamantina no município de Urânia (SP) e em uma ampla região do oeste do Estado de São Paulo, algumas vezes ultrapassando o limite de potabilidade (0,05 mg.L-1). Visando identificar as possíveis reações geoquímicas que justificam a ocorrência do cromo na água subterrânea em Urânia, foram realizadas perfurações com coleta de amostras contínuas de rocha para a condução de análises mineralógicas e químicas, construídos poços de monitoramento multiníveis e realizadas coletas e análises de amostras estratificadas de água subterrânea. Análises das amostras de testemunhos de sondagem indicaram a ocorrência de uma anomalia geoquímica de cromo (concentrações médias de 221 ppm), sendo o diopsídio cromífero provavelmente o mineral geoquimicamente mais reativo que contribui para esta anomalia, apresentando concentrações de cromo de 1.000 a 6.000 ppm. As análises químicas de amostras de água coletadas dos poços de monitoramento indicaram uma estratificação hidroquímica do aquífero: águas na base do aquífero apresentam pH anomalamente alcalino (superior a 10), enquanto águas mais rasas possuem pH neutro a ligeiramente ácido. O cromo ocorre predominantemente na forma hexavalente e alcança concentrações máximas de 0,13 mg.L-1. As reações geoquímicas que explicam a passagem do cromo da fase sólida para a água provavelmente envolvem a dissolução de minerais contendo Cr3+ (diopsídios), seguida de uma reação redox que oxida o Cr3+ para o Cr6+, provavelmente relacionada com a redução de óxidos de manganês presentes no aquífero. Adicionalmente, devem também ocorrer reações de adsorção, sendo que os ambientes de pH elevados favorecem a dessorção e mobilização do Cr6+ para a água

Palavras-chave


Cromo;Hidrogeoquímica;Água subterrânea;Aquífero

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/z1519-874x2009000200003

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