ANÁLISE DA FRAGMENTAÇÃO FLORESTAL EM ÁREAS DO BIOMA MATA ATLÂNTICA A PARTIR DE DIFERENTES SISTEMAS SENSORES

ROBSON RIGHI DA SILVA, ELISIANE ALBA, JULIANA MARCHESAN, MATHEUS MORAIS ZIEMBOWICZ, RUDINEY SOARES PEREIRA

Resumo


Conforme o crescimento da população humana vem se intensificando, aumenta também o desmatamento das áreas de florestas nativas. Um dos biomas brasileiros mais degradados é a Mata Atlântica, que após intensa ação do homem se tornou altamente fragmentado. O presente estudo teve como objetivo analisar a influência da resolução espacial de imagens orbitais na detecção automática de fragmentos florestais na sub-bacia do arroio Segredo, situada dentro do bioma Mata Atlântica. Assim, foram utilizados os sistemas sensores RapidEye/REIS, Sentinel-2A, Landsat8/OLI e Modis/TERRA, com resoluções espaciais de 5 m, 10 m, 30 m e de 250 m, respectivamente. As imagens foram processadas realizando o mapeamento do uso e cobertura da terra por meio da classificação supervisionada utilizando o algoritmo Bhattacharya 99,9%, de acordo com sete classes temáticas: Água, Solo Exposto, Área Urbana, Floresta Nativa, Floresta Plantada, Campo e Agricultura. Após foi realizado o estudo isolado da classe Floresta Nativa. A análise da fragmentação florestal foi realizada em Linguagem R. Observou-se uma grande variação quando realizada comparação entre as imagens dos sistemas sensores RapidEye/REIS e Modis/TERRA, apresentando um decréscimo de 96% no número de fragmentos encontrados. Considerando os resultados apresentados neste estudo, pode-se concluir que o sistema sensor Modis / TERRA não apresenta resolução espacial suficiente para adequada análise da área de estudo.


Palavras-chave


Sensoriamento Remoto; Fragmentação Florestal; Imagens orbitais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2018_2_390_396

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