O gnaisse facoidal: a mais carioca das rochas

Kátia Leite Mansur, Ismar Souza Carvalho, Carlos Fernando Moura Delphim, Emilio Velloso Barroso

Resumo


A cidade do Rio de Janeiro é conhecida por suas belezas naturais. Montanhas que mergulham no mar fazem da cidade um cartão postal do Brasil que em conjunto com o espírito solidário e alegre de seu povo, proporcionaram-lhe o título de Cidade Maravilhosa. O que se pretende com este trabalho é demonstrar a importância da geologia, por meio de um tipo específico de rocha, o gnaisse facoidal, na construção da cidade e dos aspectos culturais que moldaram seu povo e transformaram sua paisagem em um ícone turístico para o país. A paisagem carioca que encanta a todos, desde os naturalistas que visitaram o Brasil nos séculos XVIII e XIX até o turista de hoje, está intimamente relacionada ao gnaisse facoidal, rocha ortoderivada bastante resistente ao intemperismo e que, por este motivo, se sobressai no relevo, dando forma ao Pão de Açúcar e ao Corcovado, por exemplo. Foi usado na construção de grande parte dos monumentos históricos da cidade na forma de ornamentos, fachadas e molduras de portas e janelas, bem como do meio-fio da parte mais antiga da cidade. O uso do gnaisse facoidal na cantaria foi descrito por Jean Baptiste Debret em seu livro "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil", onde explica que ele é mais macio, menos caro e facilmente explorável, destinando-se às partes dos edifícios que deveriam ser esculpidas. Esta rocha está presente, ainda, em um importante marco da história das artes brasileiras. Foi na Pedra do Sal, escada esculpida no gnaisse facoidal, que os negros se reuniam para contar histórias, realizar cultos religiosos e cantar. Destas reuniões na Pedra do Sal nasceu o samba

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


SCImago Journal & Country Rank