Foraminíferos bentônicos e atividade bacteriana como ferramenta para análise ambiental no Estuário do Rio Pontegi, Rio Grande do Norte, Brasil

Vanessa M. de Souza, Lazaro L. M Laut, Frederico S. da Silva, Alberto G. de Figueiredo Jr, Helenice Vital, Eugênio Frazão

Resumo


Este estudo teve como objetivo estabelecer um modelo de zonação e avaliar o impacto ambiental sofrido pelo estuário do rio Potengi, estado do Rio Grande do Norte, através da distribuição das assembléias de foraminíferos associados à atividade bacteriana e a parâmetros físico-químicos. Seis amostras de sedimento foram coletadas em regiões que apresentavam algum tipo poluição aparente. Predominaram os processos bacterianos anaeróbicos principalmente sulfatoredução no estuário. Foram identificadas quarenta e duas espécies de foraminíferos. As espécies dominantes foram Ammonia tepida e Arenoparrella mexicana, que são conhecidas como oportunistas, pois se adaptam com facilidade as variações ambientais. A análise em CCA mostrou que a salinidade e a matéria orgânica, seguidos pelo carbono bacteriano, conduziram a distribuição dos organismos no estuário. A concentração de oxigênio, temperatura e matéria orgânica total foram mais altas na foz do que em outras estações, criando condições favoráveis ao crescimento de foraminíferos e permitiu uma sucessão faunística em direção ao estuário superior. Assembléias de foraminíferos quando associadas a parâmetros ambientais podem ser usadas como eficientes indicadores para o diagnostico ambiental. Os resultados sugeriram que o estuário do rio Potengi encontra-se sobre condições de grande estresse ambiental provocado pelo desenvolvimento urbano a sua volta.

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