Geodiversidade: considerações sobre quantificação e avaliação da distribuição espacial

Fernando César Manosso, Ramón Pellitero Ondicol

Resumo


O termo geodiversidade vem sendo utilizado para atender a necessidade dos pesquisadores das áreas de geociências para se referirem ao complexo físico da paisagem, abrangendo os elementos abióticos como rochas, formas de relevo, solos e rios, configurando-se como um análogo ao termo biodiversidade. Os diferentes elementos da geodiversidade e a biodiversidade, combinados entre si, configuram diferentes ambientes físicos, que permitem uma análise quantitativa espacial, de riqueza e abundância. Este trabalho objetiva apontar os principais aspectos convergentes entre a geodiversidade e a biodiversidade, atentando-se para as relações amostrais em cada caso, distribuição espacial, riqueza de diversidade e a relação entre índice de geodiversidade e patrimônio geológico. Ao estabelecer linhas gerais sobre a interpretação quantitativa da geodiversidade e a biodiversidade, percebe-se que ambas utilizam um recorte espacial pré-definido. A biodiversidade geralmente baseia-se em unidades amostrais de diversos tamanhos devido à impossibilidade de quantificação direta da diversidade em toda área. No caso da geodiversidade é preciso estabelecer uma escala máxima e mínima de avaliação, e, partindo dessa escala de referência, estabelecer uma análise da distribuição espacial dos elementos por meio da cartografia (mapas geológicos, pedológicos ou geomorfológicos) como ferramenta instrumental. A avaliação quantitativa da geodiversidade, cujos métodos ainda estão sendo avaliados, pode subsidiar uma melhor compreensão do ambiente físico, inclusive pode oferecer resultados para identificação e avaliação do patrimônio geológico, geomorfológico ou paleontológico. Entretanto, faz-se necessário saber que a diversidade de vida ou de elementos abióticos de um ambiente representa um grande complexo e portanto deve ser entendida além de um mero índice numérico que espacializa a diversidade de partes constituintes do todo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2012_1_90_100

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