Principais Acervos de Paleontologia do Brasil

Eloisa Magalhães Pássaro, Maria Helena Hessel, José de Araújo Nogueira Neto

Resumo


O presente trabalho apresenta uma súmula dos principais acervos paleontológicos no Brasil, sem considerar instituições que por ora se encontram fechadas para reforma, com coleções predominantemente didáticas ou acadêmicas e acervos com menos de uma centena de exemplares catalogados. Das trinta instituições listadas, doze deles estão situadas no sudeste (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Peirópolis, Ouro Preto, São Paulo, Rio Claro, Taubaté e Monte Alto), dez no nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe e Bahia), cinco na região sul (Mafra, Porto Alegre, São Leopoldo e Santa Maria), duas na região norte (Acre e Pará) e uma na região centro-oeste. Os maiores acervos de fósseis no Brasil se encontram no Museu de Ciências da Terra do DNPM e no Museu Nacional, ambos no Rio de Janeiro, que reúnem cerca de 260.000 exemplares, ainda que em Aracaju, Sergipe, esteja a terceira maior coleção paleontológica brasileira, com aproximadamente 38.000 fósseis pertencentes à Fundação Paleontológica Phoenix. A maioria dos acervos temáticos está relacionada a fósseis cretáceos, o que é concordante com a abundância de fósseis brasileiros desta idade: no nordeste, os acervos se destacam pelo grande número de invertebrados e peixes, e em Minas Gerais e São Paulo, pelos seus répteis. Outros acervos temáticos encontram-se no Rio Grande do Sul (répteis triássicos), São Paulo (icnofósseis mesozóicos), Santa Catarina (invertebrados paleozoicos), Ceará e Pernambuco (icnofósseis siluro-devonianos) e Ceará, Bahia, Minas Gerais e Acre (megafauna cenozoica). Os museus mais antigos do Brasil com acervos paleontológicos são o Museu Nacional, criado em 1818 no Rio de Janeiro, o Museu Paraense Emílio Goeldi, aberto em 1866 em Belém, e o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas de Ouro Preto, criado em 1884, todos centenários.

Palavras-chave


Acervos museológicos; Paleontologia; Brasil.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2014_2_48_59

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