Sobre os dolomitos e o processo da dedolomitização na formação Irati (permiano) do estado de São Paulo

Sérgio Estanislau do Amaral

Resumo


O presente estudo trata do problema da dolomitização das rochas carbonáticas da Formação Irati do Estado de São Paulo. Tanto as amostras de superfície como as de sondagens constituem - se quase que exclusivamente de dolomitos, ora puros, ora ligeiramente calcíticos, independente da textura ou da estrutura, fatos que vêm a favor da dolomitização singenética. Diversas estruturas comprovam que o processo verificou - se antes da diagênese total dos carbonatos. O mecanismo da metassomatose resultou da per colação de soluções hipersalinas mais densas onde a relação Mg/Ca foi aumentada em relação à original. Essas soluções refluiam lentamente das margens para o centro da bacia. As rochas carbonáticas se apresentam mais calcíticas nas ocorrencias afetadas pelos sils de diabásio, cujo calor associado a emanações aquosas superaquecidas promoveram o fenômeno da dedolomitização. O magnésio expulso por esse processo deve ter sido incorporado à montmorillonita, principal argilo - mineral dos folhelhos situados logo acima do banco basal dedolomitizado.

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