Petrogênese de diabásios toleíticos na porção oriental da Bacia do Parnaíba: evidências para heterogeneidade no manto litosférico subcontinental no NE do Brasil

Adriano Guilherme da Silva, Cícera Neysi de Almeida, Sérgio de Castro Valente, Leonardo Fonseca Borghi de Almeida

Resumo


As rochas sedimentares paleozóicas da Bacia do Parnaíba, no Nordeste do Brasil, foram intrudidas por soleiras volumosas de diabá‑ sio toleítico e cobertas por derrames basálticos. Este artigo apresenta da‑ dos geoquímicos obtidos a partir de amostras de poços da porção leste da bacia sedimentar. Os diabásios são subalcalinos, toleíticos e agrupam‑se em três suites de alto‑TiO2 e três de baixo‑TiO2 não relacionadas por processos de diferenciação. Os processos petrogenéticos foram investi‑ gados com base em modelagem geoquímica e revelaram que as suites toleíticas evoluíram por cristalização fracionada de augita e olivina à exce‑ ção de uma, de baixo‑TiO2 , evoluída por AFC em câmaras magmáticas pequenas na crosta superior. As composições parentais de ambas as sui‑ tes, de baixo‑TiO2 e alto‑TiO2 , estão relacionadas com fontes mantélicas harzburgíticas variavelmente enriquecidas dentro da zona de estabilidade espinélio representadas pelo manto litosférico subcontinental. Esta fonte mantélica é lateralmente e/ou verticalmente quimicamente heterogênea e a provincialidade geoquímica em escala local parece não ter sido con‑ trolada pelo Lineamento Transbrasiliano, mas sim por remobilização do manto litosférico subcontinental possivelmente amalgamado durante processos orogênicos colisionais ocorridos previamente.

Palavras-chave


Transbrasiliano; Bacia do Parnaíba; Diabásios.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201720160041

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